115 dias... - Acho que respiraram em mim...

Acordei cedo naquele dia, e passei a manha esperando que ele telefonasse.
Não aguentava mais a agonia. e se ele não gostasse de mim? e se não fosse ligar por que não queria me ver mais? e mesmo que gostasse, como eu ia vê-lo se ele não ligasse? eu dei meu telefone, mas não tinha o dele... E ele me ligou, dizendo que não poderia ir no Shopping, mas para nos encontrármos na praça.
Lá para as três horas eu encontrei ele e a turminha de sempre... Os amiguinhos da praça... Eu, ele, a minha amiga e um amigo dele, que nós tentávamos juntar, o que não estava dando muito certo. Não que isso o desmotivasse!
Lá para o fim da tarde fomos para a casa de minha amiga lanchar. Depois de alguns jogos a mesa ele sugeriu uma verdade e conseqüência e olhou pra mim significamente, mas eu não consegui olhá-lo, desviando os olhos com um tímido sorriso. Como estávamos na casa dela (seu irmão estava enfiado no computador, como sempre, e não se juntou a nós quatro.) e onde iríamos jogar dava pra janela do quarto da mãe dela, jogamos imagem e ação, uma sugestão de sua mãe...
Cavalheiro me deixou em casa e, finalmente me beijou. O beijo dele era diferente, de qualquer outro anterior a ele. Diferente no bom sentido.
Cheguei em casa com o cheiro dele impregnado em mim, presumo, pois minha tia me disse que estava com cheiro de respiro. Mais tarde descobri que é quando alguém respira em cima de você e acho que isso definitivamente ocorreu.

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