Me recuso, pois não há certeza...

Me recuso terminantemente a ficar triste. Me recuso a sentir qualquer coisa por esse indivíduo, que deve, se possível, cair no esquecimento.
A vida não foi feita para se sofrer, eu penso que não. A vida existe e deve ser intensamente vivida, sentindo tudo. O que inclui a tristeza. Mas por um motivo real, o que sinto é idiota. Me recuso a deixar que esse buraco continue no lugar de meu coração e vou recostitui-lo, pedaço a pedaço.
Me recuso a deixar minha vida passar sem que eu a aproveite. Eu vivo no instante. A partir de agora. Vivo sem me preocupar com passado ou um futuro incerto. Dizem que 50% dele é destino, e o resto é feito por minhas escolhas. Vou me preocupar com minhas escolhas do agora. Posso me precaver, mas a única certeza que tenho no momento é que não existe certeza.
Eu posso ser afetada pelo bater de asas de uma joaninha do outro lado do mundo. Eu sou o agora e afeto o depois. O que veio antes me afeta e afetará o futuro.
Não há certeza alguma em um mundo incerto como este. Não posso nem afirmar que me fiz entender com essas conclusões. Em minha cabeça elas fazem sentido para mim. Posso passar o que penso, mas não sei se vão me entender.
Não há solução para uma pergunta que não consigo formular (Acho que essa frase ficou melhor em meus pensamentos.). A pergunta que quero fazer deve existir e deve ter sido feita por sábios, mas eu ainda não cheguei a esse ponto de sabedoria para conseguir fazê-la eu mesma. Isso faz sentido? Não posso dizer com certeza.
Nem mesmo dizer que este post ficou confuso. Alguém pode entendê-lo, quem sabe até melhor que eu mesma. Quem sabe um dia possa reorganizar o que se passa em minha cabeça e explicar o que escrevi? Bem, eu não sei. Não há certeza no futuro. E eu vivo no presente.

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