Me calo.
Meu silêncio grita comigo. E as vezes eu quero gritar de volta.
Não grito. Só calo. Calo quando deveria falar, falo quando deveria calar. Pergunto coisas que nunca deveriam ser questionadas.
As vezes eu quero jogar tudo pro alto. Jogar pro alto e gritar contra o silêncio sufocante que envolve meu peito e aperta. Desdar o nó na garganta.
Queria completar o espaço que sobra, pra que ele não se encha de silencio. De não-falar, não-dizer.
Tem horas que a tagarela desliga, mesmo quando eu quero ligá-la.
Desenho pra me acalmar. Escrevo para desabafar.
E por mais que eu tente não digo e calo. A raiva dentro de mim, pedindo para sair numa frase ou em outra.
Raiva? Talvez. Desapontamento, tristeza. Repulsa.
Me calo para segurar as emoções, para não exprimi-las em palavras cheias de significado.
Calo para não deixar a língua afiada dizer algumas verdades.
Calo e guardo.
'cause you are a womanizer and thats never gonna change.
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